Professores entram em confronto com PMs

A categoria segue a manifestação contra o projeto de lei que altera o fundo previdenciário do Estado


PUBLICIDADE

Professores de escolas e universidades estaduais que estãoem greve tentaram entrar no prédio da Assembleia Legislativa do Paraná, emCuritiba, e entram em confronto com a Polícia Militar nesta quarta-feira.


Os policiais militares (PMs) usaram jatos d´água, gás de pimenta e bombas degás lacrimogêneo para impedir a entrada dos manifestantes.

Os servidores tentaram entrar no prédio porque faziam uma manifestação contra avotação, marcada para esta quarta-feira, do projeto de lei que altera o fundode previdência do Estado.

Na terça-feira, professores e policiais militares entraram mais uma vez emconfronto nas proximidades da Assembleia Legislativa do estado. Por volta das11h, os manifestantes tentaram chegar ao prédio com um caminhão de som.Entretanto, a PM traçou um perímetro de segurança em torno do local e a entradado caminhão de som foi impedida.

Segundo o Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), quando umcaminhão tentou furar o bloqueio, começou a confusão. “Nesse momento, a políciajogou bombas de gás, [utilizou] sprays de pimenta, [disparou] balas de borrachae [atacou com] cassetetes os manifestantes. Os professores não reagiram”, disseLuiz Fernando Rodrigues, da direção do sindicato. Um jato de água também foijogado nos manifestantes.

Em seguida, os policiais recuaram o bloqueio e permitiram a entrada do caminhãode som na rua em frente à Assembleia. Policiais e professores já haviam entradoem confronto na madrugada, também em função de um caminhão de som. A PM pedia aretirada do carro do perímetro, mas os professores tentaram impedir. De acordocom Rodrigues, o caminhão de som é importante para organizar os manifestantes. 

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública de Paraná informou queestava cumprindo “uma ordem do Tribunal de Justiça do Paraná concedida para aAssembleia Legislativa em que garante o livre exercício dos poderesconstituídos pela legislação”. A corporação acrescentou que “vai agir com odevido respeito aos professores, em consonância com o livre direitoconstitucional de manifestação, mas com o devido rigor com qualquer pessoa quevenha a danificar o patrimônio público e privado”.

O projeto de lei

O motivo do protesto é a proposta do governo paranaense de tirar 33 milaposentados com mais de 73 anos do Fundo Financeiro, sustentado pelo Tesouroestadual, que está deficitário, e transferi-los para o Fundo de Previdênciaestadual, pago pelos servidores e pelo governo, que está superavitário.

“Os servidores são contra o projeto, porque isso vai tirar dinheiro daaposentadoria para melhorar as contas do governo”, disse Rodrigues. A votaçãodo projeto foi suspensa na terça-feira, por isso, continua nesta quarta-feira.

O secretário da Casa Civil, Eduardo Sciarra, disse, em nota, que o projetoproposto pelo governo estadual é a melhor opção para a previdência estadual. “Amedida é totalmente adequada e não trará nenhum prejuízo aos servidorespúblicos”, garantiu. Segundo o governo, a expectativa é economizar R$ 1,5bilhão anualmente.

No início do ano, os profissionais da rede estadual de ensino ficaram em grevepor 29 dias contra projeto semelhante do governo do Paraná, além de outrasreivindicações. Na época, eles chegaram a ocupar o plenário da AssembleiaLegislativa.


Nos siga no




PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE