Cunha pede suspensão de processo em que é citado por delator


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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão da ação penal emque ele foi citado por Júlio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato. Aquestão será decidida pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, devido aoperíodo de recesso na Corte.


Na semana passada, Camargo, ex-consultor da empresa ToyoSetal, disse, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal deCuritiba (PR), que Eduardo Cunha pediu US$ 5 milhões de propina para que umcontrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. Durante a oitiva,Camargo comprometeu-se a falar a verdade por ter assinado acordo de delaçãopremiada.


Segundo publicação da “Agência Brasil”, osadvogados pediram a suspensão do processo por entender que cabe ao Supremopresidir o inquérito, em função da citação do presidente da Câmara, cujo cargotem prorrogativa de foro. Cunha já é investigado em um inquérito aberto no STFpara apurar se apresentou requerimentos para investigar empresas que pararam depagar propina.


Na ação em que Cunha foi citado, são réus o ex-diretor daÁrea Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o doleiro Alberto Youssef, oempresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, acusado dearrecadar propina, e Júlio Camargo.


“No quadro exposto nessa petição, é evidente a usurpação decompetência do Supremo Tribunal Federal por parte do Juízo reclamado aoproceder investigações em face do reclamante, a demandar urgente adoção deprovidências por essa egrégia Suprema Corte”, argumentou a defesa.


Após a divulgação do depoimento, Cunha voltou a negar quetenha recebido propina de Júlio Camargo. “Qualquer coisa que seja a versão queestá sendo atribuída é mentira. É mais um fato falso, até porque esse delator[Camargo], se ele está mentindo, desmentindo o que ele delatou, ele por si sójá perde o direito à delação”, disse na ocasião.


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