Governo quer começar modelo de gestão pelas OS por Ponta Porã


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O secretário estadual de Saúde, Nelson Tavares,confirmou nesta manhã (23), durante conversa com jornalistas, em suaresidência, que a implantação do modelo de gestão de hospitais pelasOrganizações Sociais já tem quatro unidades definidas, começando pelo hospitalregional de Ponta Porã.


Ele explicou que depois segue para o hospital SãoLuiz de Dourados, tendo como o terceiro projeto a Santa Casa de Corumbá eo quarto será o hospital de Aquidauana. “Nós acreditamos que não tem outraalternativa, a gestão das OS se mostrou muito superior na maioria dos estados,não deu certo apenas nos locais em que houve esquema de desvio de recursos”,disse ele.


O secretário ressaltou que o governo conferiu in loco aadministração feita em Goiás, com ótimos resultados, além de participar do 7°Congresso das OS no Rio de Janeiro, onde não se discute mais a eficácia destemodelo, apenas como aprimorar e ter resultados ainda melhores.


“Sabemos que existe a resistência, mas temos que sair dodiscurso pragmático e avançar, é o modelo para os próximos 50 anos”. A intençãoé colocar em prática no Estado de forma imediata, começando logo no mês quevem, de acordo com os prazos previstos.


Tavares citou que o próximo passo é terminar o edital quevai qualificar as organizações sociais que desejam atuar em Mato Grosso do Sul,abrindo um prazo de 30 dias, depois deste credenciamento, acontece a fase de“chamamento”, onde se coloca o hospital específico e se abre o edital paraos grupos interessados.


“Vamos analisar qual a melhor opção para aquele hospital,mais capacitada e preparada, melhor preço, sendo uma prerrogativa do secretáriofazer a escolha, podemos fazer um pacote, ou seja, o que assumir um hospitalcom mais leitos, tem que ficar com outro com menos (leitos)”, ponderou.

Repasse - O repasse financeiro do Estado será fixo, coma definição da grade de atuação, onde também haverá metas qualitativas equantitativas que serão cobradas. “Elas terão que prestar contas diariamente,teremos o controle de contratação e gastos, o secretário pode interferir sealgo desagradar”.


Tavares ponderou que existe uma lei federal com regrasespecíficas para as Organizações Sociais, que precisam prestar contas também aoMinistério Público, tendo um controle sendo feito em tempo real.“Além de não ter toda a burocracia, os custos são menores, as compras são maisbaratas, com gestão qualificada”.


Em relação aos servidores, o governo diz que acatou algumasemendas propostas pelos sindicatos e conselho estadual de saúde paradar segurança e garantias, mas que em muitos casos, devido a pressão, já que setrata de uma gestão privada, alguns servidores optam em sair.


Alternativa – Nelson ainda revelou que sugeriu aoprefeito Gilmar Olarte (PP) que experimentasse a gestão por OS,colocando em um primeiro momento uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) comoexperiência. “Coloca o modelo e depois compara com as outras e veja o queacontece”.


Ele ainda disse que vai marcar uma reunião como prefeitopara discutir melhor o tema e como poderia ser trabalhado na Capital.“Entendemos que em alguns casos não tem jeito, se trata da melhor opção”.


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