Educação
Escolas adotam 5º tempo e aulas aos sábados para repor dias perdidos
Escolas da Reme (Rede Municipal de Educação) querealizaram greve, mas decidiram retornar aos trabalhos antes do período deférias, já iniciaram a reposição das aulas perdidas. Segundo o secretário deEducação da Capital, Marcelo Salomão, as reposições acontecem de formadiferenciada.
Em algumas escolas os professores adotaram o quinto tempo,com isso os alunos que estudam de manhã, por exemplo, tem encerrado o períodode aula às 12h40 ao invés das 11h10. As reposições também acontecem à tarde,após às 17h10. Segundo diretores de escolas, o tempo de reposição varia entre50 minutos a 1 hora.
Já em outras escolas, a aulas perdidas estão sendorecuperadas aos sábados de manhã. O secretário afirmou que as reposições sóserão encerradas após o cumprimento das 800 horas-aula obrigatórias e 200 diasletivos do calendário escolar.
A chefe da Divisão de Monitoramento e Normas da Semed(Secretaria Municipal de Educação), Tânia Passos, afirmou que das 94escolas municipais, 33 estão com o calendário letivo em dia e as reposiçõesacontecem nas 61 unidades que chegaram a suspender as atividades, mas járetornaram, mesmo que parcialmente. Nas escolas onde ainda as aulasocorrem de forma parcial, aproveitamos os professores que retornaram paraaplicar as reposições. Nesses casos foi implantando o quinto período, explica.
Como cada escola paralisou as aulas por períodosdiferenciados, o mês de conclusão das reposições também irá variar.Algumas encerram em outubro, outras em novembro e também tem aquelas queprecisarão ficar até dia 30 de dezembro, ressalta Tânia.
No entanto ela destaca que nenhum aluno será prejudicado eque todo o conteúdo e horas-aula serão ministrados, mesmo que seja necessárioadentrar o ano seguinte.
Marcelo Salomão reconhece que as escolas que ainda nãovoltaram às aulas já estão com o ano letivo perdido, por isso deverãoextrapolar o calendário de 2015 e realizar reposições no início de 2016. Segundoo secretário, cerca de 400 professores continuam em greve.
Apesar da recusa dos professores quanto a última oferta daprefeitura, Marcelo Salomão ressaltou que continua conversando com o presidenteda ACP (Sindicato Campo-grandense dos profissionais em Educação), GeraldoGonçalves, buscando uma solução para o término da greve que teve início dia 25de maio.
Para o secretário, a paralisação se tornou um movimentopolítico. Parece que estão esperando a abertura da Comissão Processante daCâmara contra o prefeito para decidirem alguma coisa, diz.
A última proposta feita pela prefeitura era de concederreajuste de 8% sobre o salário bruto de cada professor, pago através do cartãoalimentação Brasil Card.
Os professores pedem reajuste de 13%, porém o prefeito GilmarOlarte (PP) ressalta que a administração está comprometendo 53,4% dareceita com a folha de pagamento de pessoal e que precisa fazer ajustes parachegar em 51% e se enquadrar na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).










