Dilma reduz ministérios de 39 para 31 e dá mais poder ao PMDB no governo


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A presidente Dilma Rousseff anunciou nestasexta-feira (2) a reforma ministerial do governo, com redução de 8 das 39pastas.


O PMDB aumentou a participação no ministério, de seis parasete pastas. O partido com mais ministérios continua sendo o PT (nove). O PTBtem duas. Ficaram com um ministério PSD, PDT, PCdoB, PRB e PP. Oito ministrosnão são filiados a partidos.


Dilma fez o anúncio em um discurso ao lado dovice-presidente Michel Temer. Ela iniciou o discurso dizendo que todas as açõesdesenvolvidas buscaram construir um Estado “ágil”, baseado na meritocracia.


“Queria dizer aos senhores que todos os países, todas asnações que atingiram desenvolvimento construíram estados modernos. Essesestados modernos eram ágeis, eficientes, baseados no profissionalismo, nameritocracia e adequados ao processo de desenvolvimento que cada país estavacriando. Nós também temos que ter esse objetivo”, disse.


A presidente anunciou que vai extinguir oito ministérios,que serão fundidos em pastas comandadas por apenas um ministro. “Nós estamoscomeçando por reduzir oito ministérios. Vamos integrar Pesca a Agricultura.Vamos também extinguir a Secretaria de Assuntos Estratégicos e as atribuiçõesque remanescerem serão integradas ao Ministério do Planejamento.  ASecretaria-Geral será extinta e transformada em Secretaria de Governo. OGabinete de Segurança Institucional manteremos em gabinete militar ligadodiretamente à Presidência da República. Também integrará a Secretaria deGoverno a Secretaria de Micro e Pequena Empresa e Secretaria de RelaçõesInstitucionais”, anunciou.


Dilma disse que é preciso reconhecer a existência da criseeconômica e que, se houve “erro”, precisa ser consertado. “Não estamos parados.Sabemos que existem dificuldades econômicas que devem ser superadas. Sabemosque, se erramos, precisamos consertar os erros. Se acertamos, precisamoscontinuar os acertos e seguir em frente.”


Medidas anunciadas


Veja medidas anunciadas pela presidente com o objetivo de enxugar a máquinaadministrativa:


- Criação da Comissão Permanente da Reforma do Estado
- Extinção de oito ministérios
- Extinção de 3 mil cargos comissionados
- Eliminação de 30 secretarias ligadas a ministérios
- Redução de 10% nos salários dos ministros
- Corte de 30% nos gastos de custeio
- Imposição de limite de gastos com telefone, passagens e diários aosministérios.
- Revisão de contratos de serviços terceirizados.


A presidente destacou que essas medidas de redução de gastossão “temporárias”, diante do período de crise econômica.


“Nós estamos num momento de transição de um ciclo para umoutro ciclo, de expansão, que vai ser profundo, sólido e durador. Quero dizerque, apesar de termos feito profundos cortes no Orçamento, fizemos cortessignificativos nas despesas, quero dizer que continuamos implementandopolíticas fundamentais para nossa população”, disse.


Novos ministros


A presidente anunciou os nomes de dez novos ministros:


- Casa Civil: Jaques Wagner
- Ciência e Tecnologia: Celso Pansera
- Comunicações: André Figueiredo
- Defesa: Aldo Rebelo
- Educação: Aloizio Mercadante
- Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos: Nilma Lino Gomes
- Portos: Helder Barbalho
- Saúde: Marcelo Castro
- Secretaria de Governo: Ricardo Berzoini
- Trabalho e Previdência: Miguel Rossetto


Negociações
Dilma passou as últimas semanas em reuniões diárias com ministros, conselheirospolíticos e dirigentes partidários a fim de definir as mudanças no primeiroescalão. Além de recorrer ao vice-presidente Michel Temer e ao ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva para discutir as alterações, ela escalou ministrospara dialogar com as legendas aliadas sobre como cada pasta passaria a serocupada.

Anunciada em agosto pela equipe econômica, a reforma administrativa inclui aredução de ministérios e o corte de cargos comissionados. Segundo estimativasdo governo, as medidas reduzirão em R$ 200 milhões os gastos da União. Nasemana que vem, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentará tambémem Brasília os detalhes de como a reforma diminuirá as despesas.



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