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Collor compara processos de impeachment e reclama que o de 92 foi mais rápido
Fernando Collor de Mello (PTC) teve seu mandato depresidente impedido pelo Senado em 1992. Agora do outro lado, o senadorcriticou o governo da presidente Dilma Rousseff durante seu discurso noplenário. Em meio a citações a passagens do processo que culminou comseu próprio impeachment, Collor disse que jamais o Brasil passou por umaconfluência tão clara por crises na política e na moralidade. O senador,entretanto, não deixou claro se votará contra ou a favor do prosseguimento doprocesso de impeachment de Dilma.
Chegamos às ruínas de um governo e de um país. Todas astragédias se reduzem a uma mesma tragédia. Constatamos que o maior crime deresponsabilidade está na irresponsabilidade pelo desleixo com a política, nairresponsalbilidade pelo aparelhamento desenfreado do estado que o tornaineficaz. É crime de responsabilidade a mera irresponsabilidade do país. Nãofoi por falta de aviso. Falei dos erros na economia, da falta de diálogo com oparlamento. Não me escutaram. Ouvidos de mercador. Relegaram minha experiência disse.
Collor também fez comparações entre o processo de seuimpeachment e o atual.
Em 1992, bastaram 4 meses da denúncia até a decisão derenunciar. O rito é o mesmo, mas o rigor não afirmou. A história mereservou esse momento completou.
Collor foi denunciado pelo MPF no âmbito das investigaçõesda Lava Jato, que apura esquema de corrupção e lavagem de dinheiro com recursosdesviados da Petrobras. De acordo com as investigações, o parlamentar teriarecebido cerca de R$ 26 milhões em propina do esquema de corrupção da Petrobrasentre 2010 e 2014. Uma parte do montante teria sido repassada ao senador emdepósitos realizados pelo doleiro Alberto Youssef. Por determinação do STF, aPolícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência doparlamentar. Foram apreendidos três automóveis de luxo: Ferrari, Lamborghini ePorsche.










