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Deputados avaliam decisão do Senado que afastou a presidente
O deputado estadual Renato Câmara (PMDB) comentou hoje(125) o afastamento da presidente Dilma Roussef (PT), após a votação do Senadoque decidiu pela admissibilidade do processo do impeachment. É um ciclo que seacabou e não deveria terminar dessa forma. Nos governos anteriores foi plantadaa semente da estabilidade econômica, fazendo com que o presidente Lula (PT),quando assumiu, recebesse um país mais forte, sem inflação galopante, comaumento do poder aquisitivo das pessoas. O país viveu um momento de jurosbaixos e inflação controlada, com grande euforia e projeções excelentes para ofuturo.
No mandato da presidente Dilma, todos os avanços pararam deacontecer. Sua administração não conseguiu dar continuidade a essa construçãoda economia feita com as mãos de toda a classe política. Infelizmente, apresidente procurou esse caminho, declarou o deputado.
Para o deputado ZéTeixeira (DEM), 1º secretário do Parlamento Estadual, a esperança dosbrasileiros tem novos ares após esse episódio. Espero que o presidente queassume hoje cumpra a Constituição. Neste momento, o país passa por um momentode falta de fé e credibilidade, em que as instituições não podem continuar comoestão. As coisas precisam se ordenar para os investidores estrangeirosacreditarem no Brasil.
A situação da saúde,infraestrutura e criminalidade no Brasil é inaceitável, destacou. O deputadoCabo Almi (PT), 2º Secretário da Casa de Leis, também avaliou o momentodelicado que o país vive. Estou aqui para acompanhar o desdobramento de tudoque está acontecendo, sabemos da necessidade das diversas reformas para oBrasil. Quem estiver no país terá que assumir o compromisso de fazer essasmudanças.
Acredito que é fácilfalar e difícil fazer, considerou. Beto Pereira (PSDB) afirmou que apresidente está pagando um alto tributo político. A insistente retórica degolpe, utilizada pelo Governo Federal foi incapaz de sensibilizar a população eos políticos, já que a sociedade mostrou sua indignação nas ruas devido aoretrocesso que o país vive.
O desemprego está emalta e a população não consegue pagar mais as contas, essa política de jurosafeta a todos, gerou a recessão e a perda de receitas. O encaminhamento do PSDBé sustentar as devidas reformas necessárias para o país, registrou o deputado.A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) falou do momento de expectativa dosbrasileiros.
A esperança lançada pelos movimentos populares das ruastrouxe essa mudança na política brasileira. Isso é o ponto de partida para ummomento diferente, mas não podemos esperar que em 180 dias todos os problemasdeixados no país sejam resolvidos, não dá para exigir isso do novo governo,mencionou. O deputado estadual Pedro Kemp (PT) afirmou que hoje é o diada consolidação do golpe das elites contra a presidente legitimamente eleita.Foi ferida a democracia e rasgada a constituição. Infelizmente as forças maisreacionárias do país, setores do judiciário, Parlamento e Congresso Nacional,unidos à mídia, aprovaram admissibilidade do processo de impeachment.
Os crimes atribuídos a presidente Dilma nunca foramconsiderados atos criminosos em outras gestões. Não nos curvaremos diante dessegolpe, continuaremos lutando e denunciando esse golpe brasileiro, relatou.Flavio Kayatt (PSDB) relatou o pronunciamento do médium Divaldo Pereira Franco.Quando questionado pela situação econômica do Brasil, Divaldo disse que o paísestá ótimo, vivendo uma fase nunca antes vivida, pois ninguém está acima dalei, a justiça brasileira está agindo de forma a punir quem é corrupto, a criseatual precede a evolução, e não está só no Brasil, está nas pessoas, narrou.Amarildo Cruz (PT) desabafou o posicionamento de seu partido. Tenho a certezaque estamos do lado certo, e a hipocrisia reinante neste momento não será asalvação da realidade da situação difícil desse país. Essa prática fácil dogolpismo tem que acabar, pois ninguém está acima da lei, considerou odeputado.
O deputado João Grandão (PT) lamentou a situação atual. Nãodá para se admitir determinadas situações. Houve golpe sim, a história seresponsabilizará de mostrar ao mundo sobre o golpe institucionalizado sofridopelo Brasil, enfatizou.











