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Cunha diz que processo que pede sua cassação é político
O deputado criticou a decisão do relator de seu recurso na CCJ
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) começou sua defesa naComissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara afirmando que o processo decassação contra ele teve motivação política. Foi um processo político quecomeçou com a minha eleição em primeiro turno, em que derrotei o candidato dapresidenta afastada [Dilma Rousseff] e em que derrotei o candidato da oposição,disse Cunha.
Na eleição, em fevereiro do ano passado, com 267 votos,Cunha derrotou o candidato governista, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que teve 136votos. O candidato do PSB, Júlio Delgado (MG), ficou em terceiro lugar, com 100votos, e o do PSOL, Chico Alencar (RJ), em quarto, com oito votos.
Segundo Cunha, o processo que resultou no pedido de cassaçãodo seu mandato, por ter mentido sobre a existência de contas secretas em seunome no exterior, teve início após a sua eleição para a presidência da Câmara.Para o parlamentar, a oposição cresceu com pautas bancadas por ele em plenário,como a da terceirização, da redução da maioridade penal e as relacionadas aoEstatuto da Família.
O deputado, que renunciou à presidência da Câmara no anopassado, também criticou a decisão do relator de seu recurso na CCJ, RonaldoFonseca (PROS-DF), de negar 15 dos 16 pedidos formulados por ele.
Ao iniciar a sua fala, Cunha destacou sua familiaridade como Regimento Interno da Casa e disse que, se estivesse na posição de Fonseca,daria provimento a todos os pedidos do recurso. Todos sabem, até os meus maisferrenhos adversários nesta Casa, da minha familiaridade com o Regimento destaCasa. Nenhum desses pontos seria por mim negado monocraticamente em sede derecurso, se me fosse pedido por outro deputado, afirmou.
Antes de Cunha, o advogado de defesa, Marcelo Nobre, faloudurante quase uma hora. Usando elementos técnicos, Nobre retomou o argumento deque a conta no exterior não era conta pessoal de Cunha, e sim um truste. Nãose cria materialidade com prova testemunhal. Ou tem ou não tem. E não há [provade titularidade de conta] e, por isso, não se declarou a conta no Imposto deRenda, afirmou.
Meu cliente não mentiu [na CPI, ao dizer que não possuíacontas no próprio nome no exterior] e está sendo julgado por algo que ele nãotem, acrescentou.
A reunião da CCJ prossegue com Eduardo Cunha se defendendo.











