Maioria de MS vota contra, mesmo com mudança na PEC da Previdência


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Decisão do Governo Federal de flexibilizar a reforma da Previdência e retirar servidores estaduais e municipais da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) não mudou o posicionamento de deputados da bancada de Mato Grosso do Sul. De acordo com a maioria dos parlamentares, que reafirmou voto contrário, é pouco provável que a matéria seja aprovada em Plenário, caso não sejam feitas alterações em pontos que, segundo eles, prejudicam os trabalhadores.

 

“Essa flexibilização pode ser uma nova tentativa porque o Governo sabe que esse projeto não passa”, afirma o deputado federal Zeca do PT. O deputado, que já se posicionou contrário à PEC apresentada pelo Planalto disse que segue com a mesma linha de pensamento. “Isso não altera meu voto”, relata.

 

Dagoberto Nogueira (PDT) classificou como “golpe” a decisão do presidente Michel Temer de retirar servidores municipais e estaduais da PEC. Para eles, essa é uma tentativa de tentar reduzir a pressão pela qual deputados e senadores têm enfrentado, com o objetivo de conquistar votos no Congresso. “Acho que é um golpe. Hoje a pressão das ruas tem pesado muito para os deputados e ano que vem é ano eleitoral”, disse que reafirma voto contra a reforma.

 

Geraldo Rezende (PSDB) soma o coro dos deputados que seguem com voto contra à PEC. O tucano explica que só vota sim, “caso a proposta seja melhorada substancialmente”. “Não voto pela proposta inicial porque existem pontos muito duros. É preciso deixar o projeto menos danoso aos trabalhadores brasileiros”, disse.

 

Para Luiz Henrique Mandetta, do DEM, que já havia dito que seria contra a proposta caso edições não fossem feitas, acredita que o ajuste na reforma, anunciado pelo Governo nesta terça-feira (21), representa, mesmo que insuficiente, um avanço no sentido de melhorar a proposta, porém, segundo ele, outros itens ainda precisam ser revistos. “AInda há pontos no regime geral da Previdência que precisam de um debate. Vamos aguardar o parecer do relator e aí saberemos o quanto o texto evoluiu”, disse.

 

O deputado Vander Loubet (PT) afirmou que apesar dos servidores estaduais e municipais terem sido excluídos, “a proposta ainda prejudica servidores federais e demais trabalhadores”. “Não altero meu voto em relação à reforma”, disse.

 

Na terça-feira (21), o presidente Michel Temer (PMDB) decidiu retirar da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) servidores estaduais e municipais. O texto já excluía militares das Forças Armadas, Bombeiros e Policiais Militares.


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