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Publicado em: 14/05/2019 às 16h00

BANAL: homem matou motorista de aplicativo por ciúmes da namorada

Vítima iniciou uma conversa na tentativa de ser simpático e fez três perguntas


Topmídia News

Foto: Wesley Ortiz

O motorista de aplicativo Rafael Baron, 24 anos, morto com dois tiros, no braço e no pescoço, na noite desta segunda-feira (13), foi vítima de crime passional. O suspeito Igor Cesar de Lima Oliveira, de 22 anos, passageiro no momento do crime, está foragido.

 

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima atendeu o chamado do casal na Upa (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon com destino à Rua Claudio Coutinho, no bairro Campo Nobre, em Campo Grande.

 

O delegado responsável pelo caso, Ricardo Meirelles Bernardinelli, explicou que a mulher do suspeito prestou depoimento e informou que, na tentativa de ser simpático, o motorista de aplicativo iniciou uma conversa.

 

 

“O Igor sentou na frente ao lado do motorista e a mulher no banco de trás. Na tentativa de ser simpático, Rafael questionou sobre o que tinha acontecido com a jovem, já que ela estava usando tipoia. Ele fez três perguntas. Em depoimento, ela contou que na terceira pergunta o marido fechou a expressão, o que pode indicar que ele estava premeditando o crime”, revelou o delegado.

 

A mulher relatou ainda que, ao terminar a corrida, o motorista questionou se aquele era o endereço, mas não obteve resposta de Igor, que estava quieto e com uma expressão amarrada. Ela contou que o namorado desceu na frente correndo, pulou a janela do apartamento e pegou a arma de fogo, atirando à queima roupa no motorista de aplicativo. Gestante, a mulher alegou ter sentido medo achando que seria a vítima e se trancou no banheiro.

 

Sem tempo para reagir, Rafael foi atingido e acabou batendo em dois veículos. O carro dele, um VW Gol, teve um principio de incêndio, que foi contido por moradores.

 

Conforme informações da Polícia Civil, o suspeito é evadido do sistema prisional, no regime semiaberto desde 2018. Igor havia sido condenado em 2015 por roubo à mão armada.

 

Meirelles informou que a arma usada no crime, possivelmente um revólver calibre 38, ainda não foi localizado, acreditando que ainda esteja com autor do crime.

 

Igor vai responder por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima. O delegado destacou que só foi possível uma rápida solução para o crime devido a parceria do GOI (Grupo de Operações e Investigações), Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e 5° Delegacia de Polícia.