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Prefeito do Rio pede que se investigue se houve sabotagem no incêndio do Hospital Badim
AGORAMS
O prefeito Marcelo Crivella não descarta ter havido sabotagem no incêndio no Hospital Badim, no Maracanã, Zona Norte do Rio. Onze pacientes morreram, e 90 foram transferidos para outras unidades. Ele decretou luto de três dias em memória das vítimas.
“Confesso a vocês que, na hora que eu vi todas as instalações, eu posso estar errado, eu quero estar errado, peço a Deus que esteja errado, mas é uma coisa que tem que ser investigada, se houve alguma sabotagem”, afirmou.
Segundo Crivella, o incêndio começou em um gerador no subsolo do prédio antigo, “o que causou estranheza”.
“Um motor pegar fogo, um motor que gera energia, um gerador, pegar fogo? Normalmente o fogo vem onde? Geralmente da imprudência das pessoas, que acendem um material que depois se alastra e não conseguem controlar, ou vem do circuito elétrico. Um curto-circuito”, explicou.
“Aqui foi em um gerador. Como é que esse gerador explodiu? Uma peça de aço! É uma coisa que nos causa estranheza”, declarou.
‘Existia brigada’
Crivella ponderou que o hospital estava preparado. “Existia brigada. Isso é importante notar. Existiam profissionais permanentemente no hospital, uma brigada contra incêndio”, afirmou.
O prefeito comentou ainda sobre o cenário que encontrou dentro do prédio. “Tudo coberto de preto, una fuligem no chão, um pozinho fino que a gente imagina que seja da borracha, do forro que pegou fogo. O prédio esta completamente negro”, descreveu.
O Hospital Badim é uma unidade de saúde particular que faz parte da Rede D’Or São Luiz. O prédio que pegou fogo foi construído há 19 anos no Maracanã. Outro prédio, anexo a ele, foi inaugurado em 2018.
Ao todo, o complexo hospitalar tem 15,7 mil m² de área construída, 128 leitos de internação, 32 leitos de tratamento intensivo e cinco salas de centro cirúrgico, de acordo com o site institucional.










